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Filme Geração Prozac, resenha


"Hemingway tem um momento clássico em ‘O Sol também se Levanta’. Quando perguntam para Mike Campbell como ele faliu, tudo que ele consegue dizer é: ‘gradualmente, depois rapidamente’. É assim que a depressão atinge. Você acorda numa manhã com medo de viver”.
A adaptação do livro de Elizabeth Wurtzel, Geração Prozac, é o primeiro longa-metragem em idioma inglês do diretor norueguês Erik Skjoldbjærg. A escolha por retratar o best-seller mundial de1994 foi inteligente e a produção cinematográfica nada menos que um relato vívido, dramático e enternecedor sobre a depressão.
A atriz Christina Ricci estrela como Lizzie, uma estudante que acaba de ser aceita em Harvard, onde pretende estudar jornalismo e lançar uma carreira como escritora. No entanto, a situação familiar fragilizada de Elizabeth que inclui um pai errante (Nicholas Campbell) e uma mãe extremamente amarga e exigente (Jessica Lange) leva a jovem a uma luta aflitiva contra a depressão.
Os dias de Lizzie na Universidade são marcados por instabilidade emocional, episódios de comportamento suicida, insônia, auto-mutilação e abuso de álcool e drogas. A situação penosa da universitária faz com que sua colega de quarto e melhor amiga, Ruby (Michelle Williams), bem como os seus dois primeiros namorados (Jonathan Rhys-Meyers e Jason Biggs) a levem uma psiquiatra para aconselhamento médico, Dra. Diana Sterling (Anne Heche), que prescreve a droga dita como resolutiva, Prozac. A partir daí Lizzie começa a fazer escolhas difíceis sobre seu futuro.

“Se minha vida pudesse ser como nos filmes... Queria que um anjo descesse até mim como faz com Jimmy Stewart em ‘It’s a Wonderful Life’ e convencesse-me a não cometer suicídio. Sempre esperei por esse momento de verdade para me libertar e mudar minha vida para sempre, mas ele não virá. Não é assim que acontece. Todos os remédios, toda a terapia, brigas, raiva, culpa, Rafe, pensamentos suicidas, tudo isso era parte de um processo de recuperação lento. Da mesma forma como desmoronei, eu voltei a me levantar, gradualmente, e depois rapidamente”.

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